terça-feira, 16 de junho de 2015
sexta-feira, 5 de junho de 2015
Hiperatividade na escola: entenda as causas e o papel da escola
O TDAH é um
transtorno neurológico, de causas genéticas, que aparece na infância e
frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza
por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é reconhecido
oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, não é caso de
inclusão e seus portadores não são protegidos pela legislação. No Estados
Unidos, os portadores de TDAH são protegidos por lei e as crianças recebem
tratamento especial na escola.
Geralmente, o TDAH na
infância se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais
crianças, pais e professores. As crianças são tidas como “avoadas” e “vivendo
no mundo da lua”.
Desatenção,
hiperatividade e impulsividade são os principais sintomas do TDAH (Transtorno
do Déficit de Atenção com Hiperatividade), conhecido também como hiperatividade
ou DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). O transtorno atinge 3 a 5% das
crianças, segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), e é um
dos causadores da hiperatividade infantil na escola.
O quadro é visível:
a criança não consegue se concentrar nas tarefas e se distrai com facilidade.
Controlar impulsos também é uma tarefa mais difícil para ela, principalmente em
situações que exijam seguimento de regras ou reflexão sobre consequências
futuras. Permanecer sentado é um dos desafios para o aluno hiperativo, que
exibe excesso de atividade motora (gosta de ficar em pé e correr pela sala, por
exemplo) e tem reações emocionais fortes.
Mas apresentar
esses sintomas não é suficiente para compor o diagnóstico: é preciso que eles
se repitam em pelo menos dois ambientes frequentados pela criança, e apenas um
médico especializado pode diagnosticar a existência do transtorno. Ao todo, são
21 sintomas que determinam o TDAH: nove relativos à desatenção, nove à
hiperatividade e três à impulsividade.
A venda de remédios
indicados para o tratamento cresceu 80% de 2004 a 2008, de acordo com a Anvisa
(Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mas o tratamento da hiperatividade
deve ser multimodal: combinar medicamentos, orientação aos pais e professores,
além de terapia cognitivo-comportamental.
Nem sempre é
necessário medicar a criança: o transtorno pode não ser tão prejudicial e
algumas iniciativas por parte da escola e dos professores podem acolher melhor
o comportamento do aluno e amenizar os sintomas. Um aluno hiperativo pode ser
prejudicado por sentar-se perto de uma janela, por exemplo, porque a
movimentação externa pode distraí-lo.
Boas práticas
dentro da sala de aula podem reduzir os fatores que estimulam a desatenção das
crianças e a hiperatividade na escola. Trabalhos em grupos pequenos favorecem a
concentração, e o aluno hiperativo pode ter sua energia canalizada para fazer
tarefas práticas na sala, como ajudar a entregar o material didático das
atividades. Intervalos durante as tarefas também ajudam os alunos a retomarem o
trabalho mais focados quando voltam das pausas. O professor também deve avaliar
se as atividades propostas são desafiadoras e mantém os jovens interessados.
Agitação ou
hiperatividade?
Nem sempre uma
criança desinteressada e com muita energia pode ser classificada como
hiperativa. O problema pode estar na aula, que não deve apresentar nível de
dificuldade superior ou inferior à faixa etária dos alunos. Ambientes
desorganizados também favorecem a dispersão.
Outros fatores que
não devem ser ignorados são os problemas pessoais e familiares da criança. O
falecimento de um parente ou a separação dos pais, por exemplo, podem
desestabilizá-la e compor um quadro temporário similar ao do TDAH. Os motivos
não são visíveis aos professores, mas, na escola, ela exibe comportamento
agitado e agressivo, ou, mesmo hiperativa, se isola dos colegas. Cabe aos
professores identificarem as oscilações comportamentais antes de classificar o
aluno como hiperativo.
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