quarta-feira, 20 de maio de 2015

O Direito a “diferenças” na escola , a inclusão como maior ferramenta deste trabalho


Em se tratando de uma assunto tão atual que é falar , ler ou escrever sobre as "diferença" e como se constrói uma convivência com respeito entre os não iguais, é uma grande motivação querer compreender o que as pessoas pensam a respeito desse assunto e ter uma referencia própria em relação a esse tema. Sendo relacional e dialógico e ao mesmo tempo singular, o ser humano se constrói no encontro com o outro e nos embates com as diferenças. Considerando o trabalho dos profissionais da Educação como o meio principal de criação de um conceito devemos sempre levar em consideração que além de um próprio conceito de “diferenças”,temos que conhecer conceitos universais sobre esse tema,pois somos frutos de um “tempo”, de uma “geração”, de uma “criação”, de uma “cultura” e fruto de um meio em que vivemos a maior parte do tempo de nosso crescimento e fomos formados e forjados em relação aquilo que aprendemos e convivemos durante a infância e pré adolescência,criando assim um ser único porem não o dono da verdade ou da razão e um conceito universal nos norteara durante a nossa carreira acadêmica e em toda a nossa atividade profissional de Educador . Temos o direito de ser, sendo diferentes e, se já reconhecemos que somos diferentes de fato, a novidade está em queremos ser também diferentes de direito.  Mais do que a discussão em torno das diferenças e da igualdade, há que se considerar a experiência da inclusão. Essa experiência é ainda muito recente nas escolas e demais instituições, para que possamos entendê-la com maior rigor e precisão. A inclusão remete à consideração da diferença, como um valor universal, que é disponível a todos – desde os elementos de um dado grupo étnico, religioso, de gênero, à humanidade como um todo. Três pontos são fundamentais na articulação do tema : a experiência da inclusão, a valorização das diferenças e a ética que sustenta os propósitos de inclusão escolar. As primeiras declarações dos Direitos Humanos datam do século 18 e, desde então, assistimos, em nível global, ao avanço no reconhecimento dos valores básicos para a vida e a dignidade humanas. Como, também, ao aprimoramento dos instrumentos legais para desenvolver sociedades justas, igualitárias e democráticas. Porém, entre o que está no papel e a realidade há uma grande distância. É verdade que avançamos na consolidação do Estado democrático nos últimos 30 anos e por isso vem se por em prática um norteamento das instituições escolares para se desenvolver um trabalho digno e participativo na vida de um ser durante a sua vida escolar,porém deixo aqui uma questão para  reflexão, partindo do pressuposto de que apesar dos Direitos Humanos serem amplamente previstos na legislação, sua garantia e seu reconhecimento ainda hoje, em muitos lugares, não são respeitados. Nesse sentido, sendo a escola um lugar de convivência com a diversidade, é um espaço privilegiado para discussões de questões referentes aos direitos humanos e sensibilização dos estudantes quanto a seus direitos fundamentais. A garantia desses supõe a inclusão, de modo que todos, de fato, tenham condições de acesso aos bens e serviços socialmente constituídos e a capacitação dos Educadores é suficiente para se depararem com um cotidiano atual, diante da diversidade e “diferenças” de seus alunos???


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