Em se tratando de
uma assunto tão atual que é falar , ler ou escrever sobre as
"diferença" e como se constrói uma convivência com respeito entre os
não iguais, é uma grande motivação querer compreender o que as pessoas pensam a
respeito desse assunto e ter uma referencia própria em relação a esse tema. Sendo relacional e dialógico e ao mesmo
tempo singular, o ser humano se constrói no encontro com o outro e nos embates
com as diferenças. Considerando o trabalho dos profissionais da Educação como o
meio principal de criação de um conceito devemos sempre levar em consideração
que além de um próprio conceito de “diferenças”,temos que conhecer conceitos
universais sobre esse tema,pois somos frutos de um “tempo”, de uma “geração”,
de uma “criação”, de uma “cultura” e fruto de um meio em que vivemos a maior
parte do tempo de nosso crescimento e fomos formados e forjados em relação
aquilo que aprendemos e convivemos durante a infância e pré adolescência,criando
assim um ser único porem não o dono da verdade ou da razão e um conceito
universal nos norteara durante a nossa carreira acadêmica e em toda a nossa
atividade profissional de Educador .
Temos o direito de ser, sendo diferentes e, se já reconhecemos que somos
diferentes de fato, a novidade está em queremos ser também diferentes de
direito. Mais
do que a discussão em torno das diferenças e da igualdade, há que se considerar
a experiência da inclusão. Essa
experiência é ainda muito recente nas escolas e demais instituições, para que
possamos entendê-la com maior rigor e precisão. A inclusão remete à
consideração da diferença, como um valor universal, que é disponível a todos –
desde os elementos de um dado grupo étnico, religioso, de gênero, à humanidade
como um todo. Três pontos são fundamentais na articulação do tema : a
experiência da inclusão, a valorização das diferenças e a ética que sustenta os
propósitos de inclusão escolar. As primeiras declarações dos Direitos Humanos datam do
século 18 e, desde então, assistimos, em nível global, ao avanço no
reconhecimento dos valores básicos para a vida e a dignidade humanas. Como,
também, ao aprimoramento dos instrumentos legais para desenvolver sociedades
justas, igualitárias e democráticas. Porém, entre o que está no papel e a
realidade há uma grande distância. É verdade que avançamos na consolidação do
Estado democrático nos últimos 30 anos e por isso vem se por em prática um
norteamento das instituições escolares para se desenvolver um trabalho digno e
participativo na vida de um ser durante a sua vida escolar,porém deixo aqui uma
questão para reflexão,
partindo do pressuposto de que apesar dos Direitos Humanos serem amplamente
previstos na legislação, sua garantia e seu reconhecimento ainda hoje, em
muitos lugares, não são respeitados. Nesse sentido, sendo a escola um lugar de
convivência com a diversidade, é um espaço privilegiado para discussões de
questões referentes aos direitos humanos e sensibilização dos estudantes quanto
a seus direitos fundamentais. A garantia desses supõe a inclusão, de modo que
todos, de fato, tenham condições de acesso aos bens e serviços socialmente
constituídos e a capacitação dos Educadores é suficiente para se depararem com
um cotidiano atual, diante da diversidade e “diferenças” de seus alunos???


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